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Mostrando postagens com o rótulo roteiros urbanos

Por baixo do Minhocão

https://www.jornalestacao.com.br/portal/2017/11/09/prefeitura-de-sao-paulo-cobre-grafites-de-pilares-do-minhocao/ Na parte de cima, a conquista foi grande. O Minhocão, nascido Elevado Presidente João Goulart, em 1970, foi projetado pelo então prefeito José Vicente Faria Lima, e construído por Paulo Maluf para atender o grande fluxo de veículos da cidade, enquanto as marginais não estavam finalizadas. Passou-se o tempo, as marginais ficaram prontas e o Minhocão continuou lá, mesmo com toda a polêmica que cercava sua construção, desde o início. Atendendo a uma antiga reivindicação dos moradores da região, passou  fechar para os veículos todas as noites a partir das 20:00, dando espaço para as pessoas. É então que o Minhocão torna-se livre para outros usos: caminhada, corrida, pedalada, skate, ou simplesmente, um lugar para conviver na cidade.  Aos finais de semana, isso se repete e as ruas ganham o colorido e a vitalidade que só seus ocupantes podem lhes dar.  ...

Caminhando e escutando: audioguia do Bom Retiro

Há muitas maneiras de se conhecer um bairro. Mas uma forma deliciosamente inusitada é usando um audioguia, você já experimentou? Com um fone de ouvido e um celular, caminhamos pelas ruas enquanto ouvimos as histórias gravadas sobre o bairro, na voz de seus moradores! Aonde? Lá, no  Bom Retiro!   O trajeto de 55 minutos começa e termina na Casa do Povo.  Percorre esquinas, ruas, comércios tradicionais, sinagogas e construções significativas para a história do bairro.  O audioguia faz uso de recursos interessantes para compormos as cenas descritas em nossas mentes, como os ruídos da cidade e  as vozes de personagens reais, moradores do bairro, que nos apresentam suas próprias perspectivas.   Temos assim uma vivência bastante sensorial, onde se sobrepõem os tempos passados à experiência do presente, além de distintos pontos de vista sobre o bairro!  Para baixar este material, acesse casadopovo.org.br/audioguia A casa do Povo fica na Rua Três...

Seu nome é Marx. Burle Marx.

As paisagens, podem ser muitas. Sonoras, olfativas, táteis e visuais. Poder ser também urbanas e rurais. São palco e cenário para tudo o que acontece na cidade. Por aqui, houve até quem brincou de criar paisagens naturais e nos deixou um expressivo legado! Te soa estranho? https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetos/roberto-burle-marx/ Nascido na mais paulista das avenidas, Burle Marx era filho do judeu alemão Wilhelm Marx e de Cecília Burle, pernambucana descendente de franceses. O sobrenome famoso não é coincidência: seu pai foi criado em Trier, cidade natal de Karl Marx, que era primo de seu avô! Apesar de paulistano, morou por muito tempo no Rio de Janeiro, onde começou a cultivar seu próprio jardim, sempre inspirado no amor pelas plantas que tinha sua mãe. O artista plástico e paisagista Burle Marx teve influência de alguns modernistas de sua época como Oscar Niemeyer e Helio Uchoa e pode-se dizer que imprimiu sua marca na paisagem urbana de São Paulo, ...

Grafite nas galerias pluviais. Uma escolha e tanto!

https://www.zezaoarts.com.br/subterraneo.php Um artista que expõe seus grafites nas galerias pluviais da cidade da São Paulo. Este é Zezão, um paulistano, nascido em 1971, no berço da cultura da arte urbana. A princípio sua escolha nos causa estranhamento. Para que expor uma obra aonde, provavelmente, não haverá ninguém para ver? Mas este é apenas o questionamento inicial que o contato com a sua produção traz ao interlocutor. Depois, vem muito mais! Zezão, sabiamente, registrou seu processo em vídeos e fotografias, de modo que nós, seres que caminham pela superfície da cidade, possamos ter contato com o que se passa no mundo subterrâneo, para além das estações do metrô. O impacto da sua escolha e dos questionamentos que elas nos causam é surpreendente. A opção pelo azul, diz ele, é simbólica, representa a vida que insiste em se fazer presente nas galerias subterrâneas e em lugares totalmente escuros ou abandonados, que são os que ele escolheu para expor seus grafites....

Viaduto do chá

Theatro Municipal na 2ª década do século XX, pouco antes do ajardinamento do Vale do Anhangabaú, segundo o projeto de J. A. Bouvard. ( http://sempla.prefeitura.sp.gov.br/historico/1900.php ) Você conhece o famoso Viaduto do Chá? E sabe um pouco da sua história e o porquê deste nome? Para o nome, há duas explicações: uma remete ao Morro do Chá, que ficava localizado na atual Rua Xavier de Toledo. A outra, conta sobre o cultivo de chá realizado pelo Marechal José Arouche de Toledo Rendon, nas proximidades do atual Largo do Arouche, logo atrás do famoso viaduto! Para construí-lo houve muita confusão, o que mostra que, para transformar um espaço público, há sempre muita negociação entre interesses públicos e privados em jogo. No local onde atualmente está o Teatro Municipal ficava a serraria de Gustavo Sydow, um alemão. Na sequência, via-se a chácara do Barão de Itapetininga, por onde passaria o futuro Viaduto. Na Rua Libero Badaró, localizava-...