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Mostrando postagens com o rótulo cartografias

Todo domingo havia banda...

A famosa canção que fala do coreto no jardim, retrata uma construção muito comum e ainda presente nas pequenas cidades. Falamos dos coretos! Você já viu algum?  Eles eram normalmente construídos em praças e próximos à igrejas, tornando os lugares atrativos para o convívio dos moradores. Ouvir a banda tocar, sentado no banco da praça, as crianças brincando distraídas, os adultos jogando conversa fora ou se entretendo em algum jogo de tabuleiro. Cena rara hoje em dia, mas que exemplifica muito bem a função e o charme dos coretos e o gosto de nostalgia a que essa construção nos remete. Assim como acontecia com os pelourinhos, os coretos também eram usados para eventos políticos ou culturais, por serem uma construção localizada em um plano mais elevado e, sempre, numa praça pública. O Coreto no centrinho de Santana do Parnaíba, em SP | Sérgio Luiz Jorge A imagem acima retrata o Coreto Maestro Bilo, construído em 1892 e localizado na praça 14 de novembro, ao la...

Grafite nas galerias pluviais. Uma escolha e tanto!

https://www.zezaoarts.com.br/subterraneo.php Um artista que expõe seus grafites nas galerias pluviais da cidade da São Paulo. Este é Zezão, um paulistano, nascido em 1971, no berço da cultura da arte urbana. A princípio sua escolha nos causa estranhamento. Para que expor uma obra aonde, provavelmente, não haverá ninguém para ver? Mas este é apenas o questionamento inicial que o contato com a sua produção traz ao interlocutor. Depois, vem muito mais! Zezão, sabiamente, registrou seu processo em vídeos e fotografias, de modo que nós, seres que caminham pela superfície da cidade, possamos ter contato com o que se passa no mundo subterrâneo, para além das estações do metrô. O impacto da sua escolha e dos questionamentos que elas nos causam é surpreendente. A opção pelo azul, diz ele, é simbólica, representa a vida que insiste em se fazer presente nas galerias subterrâneas e em lugares totalmente escuros ou abandonados, que são os que ele escolheu para expor seus grafites....

Viaduto do chá

Theatro Municipal na 2ª década do século XX, pouco antes do ajardinamento do Vale do Anhangabaú, segundo o projeto de J. A. Bouvard. ( http://sempla.prefeitura.sp.gov.br/historico/1900.php ) Você conhece o famoso Viaduto do Chá? E sabe um pouco da sua história e o porquê deste nome? Para o nome, há duas explicações: uma remete ao Morro do Chá, que ficava localizado na atual Rua Xavier de Toledo. A outra, conta sobre o cultivo de chá realizado pelo Marechal José Arouche de Toledo Rendon, nas proximidades do atual Largo do Arouche, logo atrás do famoso viaduto! Para construí-lo houve muita confusão, o que mostra que, para transformar um espaço público, há sempre muita negociação entre interesses públicos e privados em jogo. No local onde atualmente está o Teatro Municipal ficava a serraria de Gustavo Sydow, um alemão. Na sequência, via-se a chácara do Barão de Itapetininga, por onde passaria o futuro Viaduto. Na Rua Libero Badaró, localizava-...